2007-12-08

Lavrador cansado


Foto tirada daqui

Semeei sonhos de forma generosa
Mas caíram em terra pedrogosa
Campo de mato e silvas sufocantes.
E a luz (Oh Meu Deus) breves instantes,
Que me deu o necessário alento,
Pra prosseguir este insano intento,
De querer alcançar a felicidade;
(Talvez achar um grande amor!)
Mas nada disso colhi, é a verdade...
Sobrou ervas daninhas de frustração e dor
E agora sou um velho e cansado lavrador
Nas mãos os calos de ter tentado
Na cara as rugas de um velho cansado
E estupefacto e inquieto nesta sorte
Aceito resignado a minha morte:
Não o suporto mais assim,
Há uma fonte de dor dentro de mim!

14 comentários:

Kapikua disse...

Desistir nunca!

A próxima colheita poderá ser muito melhor que as anteriores!

E se houver factores climatéricos que te prejudiquem há sempre uns fundos da Comunidade Europeia :)

Gosto do que escreves e como escreves!
Grande abraço

pentelho real disse...

muito, muito bom.

Å®t Øf £övë disse...

Mitro,
Muitas vezes a vida é um constante remar contra a maré.
Abraço.

Olhos de mel disse...

Oie lindinho! Fique assim não, viu? Também atravesso os desertos da alma, mas sei que passa!
Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Que 2008 seja de realizações, sonhos realizados, amor, felicidade, saúde!
Beijos

Storm disse...

pois... mas não deves resignar-te!
O amor é fodido... já o disse o Miguel Esteves Cardoso...
Votos de um 2008 cheio de sucessos!

Storm disse...

Para te alegrar, acho que deves ser bom na cama e por isso desafio-te no meu blog ;)

Olhos de mel disse...

Oie meu amigo lindo! Some não, viu? Tudo na vida é assim. Dá trabalho, mas quando menos esperar as coisas vão acontecendo devagarzinho...
Fique com Deus! Eu torço por você!
Fique bem, viu? Que sua semana seja de realizações!
Beijos

Erotic Spirit disse...

Beautiful blog... and what a wonderful soul you are!
Thanks for the visit...
:)

Shining* disse...

a felicidade não se alcança como se fosse um destino, a felicidade está no próprio caminho para o que julgamos ser a felicidade, nas mais pequenas e simples coisas. o Homem é muito cego...

mixtu disse...

há sempre que colher
sempre...

abrazo serrano

Aleisa disse...

Nem sempre colhemos os sonhos no tempo que almejamos... mas colhemos desde que saibamos esperar...

Um beijo

Emanuela disse...

É incrível!E já te linkei.
Abraços

Porcelain Doll disse...

Queria ter uma varinha de condão... mas talvez ela não seja necessária... já que a felicidade é devida a todos os que a almejam...

Contorce-se-me o peito e o coração lá dentro... como eu queria, ainda assim, uma varinha mágica!!!

O Amor e tudo o que se almeja não se colhe de um momento para o outro... brota lentamente no silêncio, pede a tua atenção para perceberes que está a brotar... pode até já existir, mas se prestares demasiada atenção às ervas daninhas, vais confundi-las com o sonho que semeaste...

O velho e cansado lavrador está vivo e isso significa que existe em si a força curativa para sarar os calos e as rugas... um guerreiro jamais se resigna perante a morte e este lavrador não a aceita de ânimo leve; luta contra ela com a melhor das armas: a compreensão e a sabedoria!!... E a verdade.

As luzes que nos são dadas por breves instantes, também eu as recebi, cuidando que eram já elas o paraíso almejado... revelaram-se todas elas ultrajantes miragens, que pareciam estar ali apenas para me manter no caminho... senti-me ultrajada, enganada e revoltei-me muitas vezes... mas apenas porque não compreendia... e as respostas chegam tão lentamente e o paraíso chega tão lentamente que mal nos apercebemos da sua chegada... quando damos por isso, tudo mudou...

IrisAzul disse...

Todos nós somos lavradores de sentimentos, aramos o coração com ilusões, adubamos com esperança de felicidade, regamos com risos e ternura... e quando o vento gelado da decepção vem e mata o que tão carinhosamente cuidámos, a dor, realmente, é uma nascente que brota sem cessar e ameaça afogar-nos, sem chão onde fincar o pé e sem ar para continuar a viver...
Depois, se para tal houver motivo (e há quase sempre), a esperança agarra a nossa mão e o tempo ensina-nos a voltar a respirar. E se o coração for puro, a pouco e pouco vai aquecendo e sonhando com novas sementes para germinar...